Para a investigação feminina, ecografias (ou ultrassonografias) são exames essenciais na reprodução, usados para avaliar detalhadamente útero e ovários. Realizadas com segurança e praticidade na própria clínica, permitem monitorar o ciclo ovulatório e acompanhar o desenvolvimento folicular e endometrial durante os tratamentos de fertilidade.
Mapear a anatomia pélvica, identificando miomas, cistos, pólipos ou sinais de endometriose que possam dificultar a fertilidade e realizar a Contagem dos Folículos Antrais (CFA) para avaliar a reserva ovariana.
Rastrear o crescimento dos folículos ovarianos e a espessura endometrial para definir o momento ideal e seguro para a inseminação intrauterina ou para a punção folicular.
Monitorar a resposta do corpo aos indutores hormonais, evitando a hiperestimulação e guiando a etapa de aspiração/punção folicular.
Para a investigação masculina, consiste na análise detalhada do sêmen a fim de avaliar o potencial de fertilização analisando a quantidade e a qualidade dos espermatozoides viáveis, simulando as condições ideais para a fecundação. É realizada em duas etapas na própria clínica:
Análise natural do sêmen (volume, concentração, motilidade e morfologia).
Preparo laboratorial que simula o ambiente uterino para separar os espermatozoides com maior viabilidade. O teste é fundamental para definir o tratamento de reprodução assistida mais adequado a cada caso (Inseminação ou Fertilização in Vitro).
Exame complementar ao espermograma que avalia a integridade estrutural do material genético dos espermatozoides. O teste de fragmentação identifica a presença de quebras ou lesões no DNA dos gametas, fornecendo informações essenciais sobre a qualidade seminal para a investigação da infertilidade e o planejamento de técnicas de reprodução assistida. O exame pode auxiliar na investigação de casos em que alguns casais apresentam dificuldade para engravidar ou perdas gestacionais recorrentes, mesmo com espermograma convencional sem alterações significativas.. Se a mensagem genética do espermatozoide estiver danificada, o óvulo pode não ser fertilizado ou a gestação pode ser interrompida. O exame também permite que o médico escolha a melhor técnica de reprodução assistida (como a Fertilização in Vitro) ou indique tratamentos adjuvantes com antioxidantes e mudanças no estilo de vida.
Para que a gravidez aconteça, o embrião precisa encontrar um útero saudável e preparado para recebê-lo. A biópsia endometrial é um exame rápido, realizado no consultório ou no momento da própria histeroscopia, em bloco ambulatorial. É realizada com um cateter fino e flexível, que permite a coleta de uma pequena amostra do revestimento interno do útero (endométrio).
A análise do material auxilia na investigação da endometrite crônica e de outras alterações endometriais que possam comprometer a receptividade uterina.
A histeroscopia na infertilidade é um procedimento utilizado para examinar e tratar o interior do útero. Através de uma microcâmera (histeroscópio), o médico visualiza a cavidade uterina em tempo real a fim de diagnosticar alterações - como pólipos, miomas ou aderências - que dificultam a gravidez.
Focada na investigação e visualização.
Realizada para tratar as alterações encontradas, podendo necessitar de sedação em âmbito hospitalar.
Este exame é fundamental para a saúde reprodutiva, pois permite identificar problemas que ultrassons comuns não detectam, avaliar o endométrio (camada interna do útero) com alta precisão e tratar anomalias que impedem a implantação do embrião e aumentam o risco de abortos.
É um tratamento de reprodução assistida de baixa complexidade que monitora o ciclo menstrual da mulher para identificar o momento da ovulação e programar as relações sexuais, aumentando as chances de gravidez.
O processo é simples, indolor e dura cerca de um ciclo menstrual, aproximadamente 28 a 30 dias. A estimulação ovariana é opcional.
Realização de ultrassons transvaginais seriados (a cada 2 ou 3 dias) para medir o crescimento dos folículos ovarianos.
Quando o folículo atinge o tamanho ideal (cerca de 18mm), a mulher recebe uma injeção do hormônio hCG para liberar o óvulo entre 36 e 38 horas.
O médico indica o dia propício para as relações sexuais.
Realizado cerca de 14 dias após a ovulação.
A Inseminação Intrauterina (IIU) é um procedimento de baixa complexidade que facilita a fecundação, depositando espermatozoides selecionados diretamente no útero no período fértil.
Ciclos irregulares ou anovulatórios, como na Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), desde que respondam bem à indução da ovulação.
Muco do colo do útero espesso ou hostil, que impede a passagem dos espermatozoides.
Casos de graus I ou II, desde que as trompas de Falópio estejam desobstruídas.
Baixa concentração (oligospermia) ou diminuição na movimentação (astenospermia) dos espermatozoides. Dificuldades na ejaculação por problemas anatômicos, disfunção erétil severa ou ejaculação retrógrada.
A Fertilização in vitro (FIV) é um tratamento de alta complexidade em reprodução assistida no qual a fecundação do óvulo pelo espermatozoide ocorre em ambiente laboratorial. Os embriões gerados são cultivados e, posteriormente, transferidos para o útero materno para que ocorra a gestação. Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), a jornada de um ciclo de FIV costuma durar de 3 a 4 semanas e segue passos rigorosos:
Uso de medicamentos hormonais por 8 a 14 dias para amadurecer múltiplos óvulos. O crescimento é monitorado via ultrassom.
Os óvulos são extraídos por punção transvaginal sob sedação leve. No mesmo dia, o sêmen do parceiro ou doador é coletado e preparado.
Os espermatozoides e óvulos são unidos em laboratório. Isso pode ocorrer via FIV clássica ou por ICSI - injeção de um único espermatozoide diretamente no óvulo.
Os embriões se desenvolvem em incubadoras por cerca de 3 a 5 dias até atingirem a fase de blastocisto.
O número de embriões a serem transferidos é definido individualmente, considerando a idade da paciente, a qualidade embrionária e as recomendações vigentes do Conselho Federal de Medicina.
Na ProSer, a FIV é recomendada especialmente para os seguintes casos:
Fatores femininos: Obstrução nas trompas de Falópio, endometriose moderada a grave ou baixa reserva ovariana.
Fatores masculinos: Baixa quantidade, problemas de formato ou ausência de espermatozoides no sêmen coletado.
Idade avançada: Mulheres acima dos 40 anos com dificuldades de concepção.
Outros contextos: Casais homoafetivos (com uso de ovodoação ou útero de substituição) e necessidade de testes genéticos no embrião e na maternidade solo.
Os tipos de Fertilização in Vitro (FIV) diferem principalmente pela forma de fecundação, dosagem hormonal ou origem do material genético. As abordagens mais comuns em reprodução assistida incluem:
O óvulo e os espermatozoides são colocados juntos em uma placa de cultura em laboratório, permitindo que a fertilização ocorra de forma natural, similar ao que acontece nas trompas.
Um único espermatozoide, previamente selecionado, é injetado diretamente no interior do óvulo por meio de uma microagulha. É altamente recomendada em casos de fator masculino severo e óvulos congelados.
Utiliza doses menores de hormônios para estimular os ovários. O objetivo é obter uma quantidade menor, porém de alta qualidade, de óvulos, resultando em um processo com menos efeitos colaterais e custo reduzido em medicamentos.
Utiliza óvulos ou sêmen de doadores (anônimos ou em programas de compartilhamento), ideal para casos de falência ovariana, menopausa precoce ou fatores genéticos, casais homoafetivos e casos oncológicos.
Na Fertilização in Vitro (FIV), óvulos recém-coletados são unidos aos espermatozoides em laboratório no mesmo ciclo em que ocorre a captação. Os embriões formados são cultivados e, em seguida, transferidos para o útero ou congelados para uso futuro.
A Fertilização in Vitro (FIV) com óvulos congelados utiliza gametas coletados e criopreservados anteriormente. A técnica flexibiliza o planejamento familiar ao preservar a qualidade biológica da idade da coleta. Quando a mulher decide engravidar, os óvulos são descongelados em laboratório e os maduros são fertilizados com o sêmen do parceiro ou de um doador através de Injeção Intracitoplasmática (ICSI). Após a fecundação, os embriões são cultivados e monitorados para a seleção daquele com melhor potencial de implantação, que será posteriormente transferido ao útero.
A ICSI é uma técnica avançada utilizada no tratamento de Fertilização in Vitro (FIV). Nela, um único espermatozoide é escolhido pelo embriologista, sob microscópio de alta resolução, e introduzido diretamente no citoplasma do óvulo por meio de um micromanipulador facilitando a fecundação. O procedimento maximiza as chances de gestação, sendo o método mais eficaz para superar dificuldades severas de fecundação.
A biópsia embrionária é um procedimento complementar à Fertilização in Vitro (FIV) que visa aumentar as taxas de sucesso e segurança à gestação. Realizada no estágio de blastocisto — entre o 5º e o 7º dia de desenvolvimento — a técnica consiste na remoção de um pequeno número de células (entre 4 e 7) da camada externa do embrião, o trofectoderma, que originará a placenta. Esse cuidado preserva intacta a massa celular interna, responsável pela formação do futuro bebê. O material coletado é direcionado para análise genética avançada através dos testes PGT-A ou PGT-M, permitindo identificar determinadas alterações cromossômicas e doenças hereditárias.
Ao auxiliar na seleção de embriões com menor risco de alterações cromossômicas e maior potencial de implantação, a biópsia embrionária pode reduzir o risco de perdas gestacionais e contribuir para uma gravidez bem-sucedida.
A vitrificação é uma técnica avançada de congelamento ultrarrápido de embriões. O método preserva a qualidade embrionária por tempo indeterminado. Os embriões são armazenados em nitrogênio líquido a -196 °C.
A estratégia oferece flexibilidade para o planejamento familiar pois permite realizar novas tentativas de gravidez no futuro com excelentes taxas de sucesso. É mais autonomia para a realização do sonho de ter um bebê.
PESA, TESE, TESA e MESA são técnicas de recuperação de espermatozoides usadas em tratamentos de reprodução assistida como a Fertilização in Vitro (FIV/ ICSI) para homens com ausência de espermatozoides no ejaculado (azoospermia).
A principal diferença está na técnica de coleta (aspiração ou biópsia) e no local do corpo onde os espermatozoides são coletados.
Procedimento minimamente invasivo, realizado na sala de procedimentos da ProSer, para extrair espermatozoides diretamente do epidídimo. É altamente recomendada para homens com obstruções que impedem a saída natural dos gametas (como vasectomia ou azoospermia obstrutiva), permitindo a coleta de material viável para uso em técnicas de fertilização.
É um procedimento minimamente invasivo onde espermatozoides são aspirados diretamente do testículo usando uma agulha fina conectada a uma seringa. É realizado sem cortes cirúrgicos e frequentemente utilizado em casos de azoospermia obstrutiva.
Consiste em uma pequena incisão (biópsia aberta) no testículo para retirar pequenos fragmentos de tecido e buscar espermatozoides diretamente nos túbulos seminíferos. É recomendada principalmente para casos em que há problemas na produção de espermatozoides. É realizada em nível hospitalar.
É uma microcirurgia realizada em centro cirúrgico com anestesia geral. Os espermatozoides são aspirados diretamente do epidídimo (tubo localizado logo atrás dos testículos) com o auxílio de um microscópio cirúrgico, que permite retirar uma quantidade maior de gametas sem lesionar a estrutura. É realizada em nível hospitalar.
O método ROPA (Recepção de Óvulos da Parceira) é uma técnica de Fertilização in Vitro desenvolvida para casais homoafetivos femininos que desejam vivenciar a maternidade compartilhada. Esse procedimento possibilita que ambas participem biologicamente do nascimento do filho: uma parceira entra com a genética e a outra com a gestação.
Uma das mulheres passa por um tratamento hormonal para amadurecer vários óvulos em um único ciclo. Esses óvulos são coletados na clínica por meio de punção ovariana.
Os óvulos coletados são fecundados no laboratório da ProSer com o sêmen de um doador anônimo, obtido por meio de um banco de esperma.
A outra parceira recebe uma preparação hormonal para que seu endométrio (camada interna do útero) fique na espessura ideal para receber o embrião.
No momento apropriado o embrião gerado com o óvulo da Parceira A é transferido para o útero da Parceira B, que levará a gestação adiante.
Fornece os óvulos, definindo a carga genética do bebê.
Recebe o embrião, abriga o desenvolvimento do feto e dá à luz.
Legislação e Registro no Brasil
No Brasil, o método ROPA é totalmente regulamentado pelas normas do Conselho Federal de Medicina (CFM). A regulamentação assegura que ambas as parceiras sejam registradas legalmente como mães na certidão de nascimento da criança diretamente no cartório, sem a necessidade de processos judiciais de adoção.
No Brasil, a maternidade solo por reprodução assistida é permitida e regulamentada pelas normas do Conselho Federal de Medicina e pela legislação aplicável. Não há exigência de casamento ou união estável. Inicia com uma avaliação de fertilidade, envolve a escolha das características do doador e se concretiza por meio de técnicas como a Inseminação Intrauterina (IIU) ou a Fertilização in Vitro (FIV).
Consultas, exames de sangue e ultrassom avaliam a reserva ovariana, a saúde geral e preparam o suporte emocional para a gestação.
O material genético é obtido de um banco de sêmen (nacional ou internacional). No Brasil, a doação é anônima, mas a mãe recebe informações detalhadas sobre características físicas, tipo sanguíneo e histórico de saúde do doador.
O processo pode ser feito tanto com óvulos próprios quanto com óvulos doados, dependendo da idade e da saúde reprodutiva da mulher.
O sêmen processado é inserido diretamente no útero durante o período fértil. É indicado para mulheres jovens com trompas saudáveis e boa reserva ovariana.
Os óvulos são coletados e fertilizados em laboratório com o espermatozoide doado. Após a formação do embrião, ele é transferido para o útero. É o método mais recomendado caso haja necessidade de congelamento prévio de óvulos ou se a mulher tiver mais de 35 anos.
Conhecida como "barriga solidária", é uma técnica de reprodução assistida recomendada para mulheres com doenças graves que impeçam a gestação, risco de morte ou ausência de útero. Também é indicada para casais homoafetivos masculinos.
No Brasil, o procedimento é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina e pelo Conselho Nacional de Justiça. É estritamente altruísta e sem fins comerciais. O primeiro passo é procurar uma clínica especializada para uma avaliação individualizada.
Quem pode ceder o útero?
A mulher escolhida para gestar o bebê deve preencher os seguintes critérios:
Para garantir a segurança jurídica e médica, o prontuário dos pacientes deve conter:
O congelamento de óvulos, cientificamente conhecido como criopreservação de oócitos, representa um dos maiores avanços da medicina reprodutiva voltados ao planejamento familiar e à autonomia feminina. Quanto mais cedo o procedimento é realizado, melhores tendem a ser os resultados, uma vez que a quantidade e, principalmente, a qualidade dos óvulos diminuem progressivamente com a idade. Por isso, idealmente, o congelamento deve ser considerado antes dos 35 anos, como uma estratégia de preservação da fertilidade e de ampliação das possibilidades reprodutivas futuras. Realizar o procedimento nessa fase é uma decisão de autocuidado que visa salvaguardar o potencial reprodutivo diante da natural redução da reserva ovariana ao longo dos anos. Realizado sob total sigilo na clínica.
Processo amplamente consolidado e dividido em quatro etapas fundamentais:
Consulta diagnóstica detalhada associada a exames específicos como a dosagem do Hormônio Anti-mulleriano (AMH) e à ultrassonografia transvaginal, para mapeamento preciso da reserva ovariana.
Protocolo medicamentoso hormonal personalizado, com duração média de 10 a 12 dias, voltado ao desenvolvimento simultâneo de múltiplos folículos.
Procedimento ambulatorial realizado na ProSer, sob sedação leve para total conforto da paciente, momento em que os óvulos são aspirados por via transvaginal.
Técnica de congelamento ultrarrápido em nitrogênio líquido a -196°C. Este método impede a formação de cristais de gelo, preservando a integridade celular dos óvulos por tempo indeterminado, sem perda de qualidade biológica.
A idade biológica da mulher exerce influência direta sobre a quantidade e a qualidade dos óvulos. Optar pelo congelamento preventivo traz vantagens clínicas e psicológicas significativas como:
Óvulos criopreservados em idade jovem mantêm o potencial reprodutivo da idade do congelamento, oferecendo taxas significativamente maiores de gestação bem-sucedida e redução de riscos genéticos no futuro.
Mulheres jovens tendem a apresentar uma resposta ovariana mais robusta. Isso resulta em um maior número de óvulos coletados em um único ciclo de estimulação, reduzindo custos e a necessidade de procedimentos repetidos.
Pacientes com histórico familiar de menopausa precoce e antes de tratamentos oncológicos como quimio e radioterapia.
Mulheres que possuem o desejo claro da maternidade tardia e optam por proteger a fertilidade de forma consciente.
Mulheres que buscam consolidar carreiras, formação acadêmica, conquistas pessoais ou a busca por um parceiro ideal sem pressão biológica.
A criopreservação de sêmen é altamente recomendada para homens que desejam adiar a paternidade por planejamento familiar, profissionais expostos a riscos ocupacionais (como calor extremo ou agentes tóxicos), homens que farão vasectomia e querem manter as opções abertas para ter filhos no futuro.
O procedimento é também um passo essencial para pacientes oncológicos, devendo ser realizado antes do início de tratamentos como quimioterapia ou radioterapia, que podem comprometer a produção de espermatozoides.
Todo o processo é rápido, seguro e realizado sob total sigilo na clínica. Primeiramente, o paciente realiza a coleta da amostra por masturbação em uma sala privativa, após cumprir um breve período de abstinência sexual recomendado.
Em seguida, o material é avaliado detalhadamente em nosso laboratório por embriologistas e os espermatozoides saudáveis recebem um líquido crioprotetor, que evita danos celulares.
Por fim, a amostra é armazenada com segurança em tanques de nitrogênio líquido por tempo indeterminado, garantindo que a qualidade do sêmen fique congelada até o momento em que você decidir usá-lo.
A doação de óvulos (ou ovodoação) é um procedimento de reprodução assistida regulamentado no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O processo permite que mulheres colham seus óvulos para serem utilizados no tratamento de fertilização de outras pessoas, sendo uma prática totalmente voluntária e sem fins lucrativos.
Regras Principais no Brasil
As normas do CFM determinam diretrizes rígidas para a segurança de todos os envolvidos:
Proibição de comércio: é ilegal vender ou comprar óvulos. O ato deve ser inteiramente altruísta.
Idade máxima: a doadora deve ter até 37 anos de idade.
Anonimato: doadora e receptora não conhecem a identidade uma da outra.
Exceção de parentesco: é permitida a doação direta entre parentes de até 4º grau (mães, irmãs, filhas, tias, primas), desde que não haja problemas de consanguinidade.
Quem Pode Doar
Para se candidatar em clínicas especializadas como a ProSer a mulher precisa preencher critérios de saúde:
Modalidades de Doação
Doação Altruísta: a mulher passa pelo estímulo ovariano unicamente para doar os óvulos a um banco ou receptora anônima.
Doação Compartilhada: é um procedimento legal e anônimo que permite a duas mulheres (ou casais) dividir o material biológico e os custos financeiros de um tratamento de Fertilização in Vitro (FIV). A receptora custeia parte das despesas médicas e, em troca, recebe parte dos óvulos excedentes da doadora.
a doadora utiliza medicamentos hormonais injetáveis por cerca de 10 a 12 dias para amadurecer múltiplos folículos (para estimulação de múltiplos folículos)
são realizadas ultrassonografias seriadas para monitorar o crescimento dos óvulos.
os óvulos são aspirados por via vaginal guiada por ultrassom. O procedimento é rápido e feito sob sedação leve para evitar desconforto.
A recepção é indicada para mulheres com menopausa precoce, baixa reserva ovariana por idade avançada, histórico de falhas em tratamentos anteriores ou doenças genéticas transmissíveis. Também viabiliza a parentalidade para casais homoafetivos masculinos e produção independente.
Na ProSer todo o procedimento segue rigorosamente as normas do Conselho Federal de Medicina, garantindo sigilo, anonimato e segurança médica.
Regulamentação
Os procedimentos de Reprodução Assistida, incluindo a ovodoação, são regulamentados pelo Conselho Federal de Medicina, através da Resolução 2.168/2017, publicada no D.O.U de 10 de novembro de 2017, página 73 – seção I, mas que tiveram algumas atualizações após a publicação da nova Resolução Nº 2.320/2022 em 20 de setembro de 2022.
A doação de sêmen é um ato voluntário, altruísta e totalmente anônimo, regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) no Brasil. O processo serve para ajudar casais com infertilidade grave, casais homoafetivos femininos e mulheres em produção independente a terem filhos. É um procedimento sem fins lucrativos e proibido de remuneração.
O processo de doação segue etapas padronizadas por clínicas de reprodução assistida e bancos de sêmen:
Para iniciar o processo, você deve procurar uma clínica de reprodução humana ou um banco de esperma especializado na sua região para passar pela avaliação inicial.
A doação de embriões (ou embriodoação) é um procedimento de reprodução assistida onde embriões congelados excedentes de um tratamento de Fertilização in Vitro (FIV) são doados voluntariamente para que outra pessoa ou casal possa engravidar. No Brasil, todo o processo é rigorosamente regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
Quem pode receber os embriões?
o processo é menos invasivo. A paciente receptora não precisa passar por estimulação ovariana, necessitando apenas de uma preparação endometrial.
permite que casais inférteis ou pessoas sem parceiros(as) vivenciem a gravidez e formem uma família.
é uma alternativa quando há risco de transmissão de doenças genéticas hereditárias e os pais não desejam ou não podem realizar testes genéticos.
para os doadores, representa um ato altruísta e ético de dar utilidade a embriões excedentes de tratamentos de Fertilização in Vitro (FIV), ajudando outras pessoas.
O OsteraTest é um teste clínico não invasivo que utiliza inteligência artificial e biologia molecular para identificar os óvulos com maior potencial de gerar embriões promissores nos tratamentos de reprodução assistida. Na ProSer, o teste é indicado principalmente para orientar sobre a qualidade de óvulos que serão congelados.
O teste analisa as células do cumulus (o conjunto de células que envolvem e nutrem o óvulo).
O Ostera Test avalia os dados genéticos dessas células sem tocar ou danificar o óvulo em si.
Algoritmos cruzam essas informações biológicas para identificar quais óvulos têm maior chance de gerar embriões de alta qualidade.
Auxilia embriologistas a selecionar os óvulos mais promissores para o ciclo, buscando otimizar o tempo e aumentar as taxas de gestação logo nas primeiras transferências.
Oferece dados concretos sobre a qualidade da reserva armazenada, auxiliando a paciente e o médico a decidirem se há necessidade de novos ciclos de coleta.
Funciona como uma ferramenta de apoio para que médicos e clínicas personalizem o tratamento de forma mais precisa e segura.